Nasceu em Araçariguama (Paraíba) em 21 de março de 1791, filho de Francisco Xavier de Barros e de Ana Joaquina Moraes. Casou-se em Itu, em 1810, com Escolástica Francisca Bueno. Foram pais de sete filhos: Francisco Antônio (Capitão Chico), Escolástica, Pedro Antônio (edificador da Matriz), Anna, Esperança, Elias e Antônio. Viveu em Mogi Mirim antes de vir para Limeira.
Em 26 de agosto de 1818 recebeu uma sesmaria em Limeira, instalando-se em suas terras.
No censo de 1822 já o encontramos, no Bairro do Morro Azul, 6º esquadra com 32 anos agricultor com 4 escravos, produzindo milho e feijão. Em 1826, senhor de engenho, com 16 escravos produzindo 700 arrobas de açúcar.
Foi membro da comissão de divisas da nova freguesia, em 1832, ano em que foi nomeado (segundo) Juiz de Paz de Limeira. Apareceu em 1833 assinado a lista da Guarda Nacional. Também foi subdelegado por muitos anos.
Quando a Igreja da Boa Morte estava sendo construída, o futuro Barão de Campinas efetuou às suas expensas a edificação das torres laterais e o acabamento interno, para o que mandou vir de fora hábeis peritos em entalhe de madeira. Ofereceu as alfaias e custeou as festividades de inauguração da igreja em 14 e 15 de agosto de 1867. Em 1870, o Imperador D. Pedro II agraciou-o com o título de Barão de Campinas. Nesse mesmo ano, iniciou às suas custas a construção de nova Matriz.
Faleceu o Barão de Campinas em 6 de dezembro de 1873, quando as obras da Matriz estavam no meio. No seu testamento deixou reservado a quantia de 100.000$000 para que seu filho Pedro Antônio as completasse.
Foi sepultado na capela-mor da Igreja da Boa Morte, sob profunda consternação do povo de Limeira que reverenciava aquela figura patriarcal. Tinha determinado que seu corpo fosse conduzido por seis homens pobres aos quais se daria 20$000 e que nesse dia se distribuísse a quantia de 600$000 em fazendas (mantimentos) às pessoas mais pobres da cidade.
Fonte: Site O Limeirense |