Um dos grande beneméritos da nossa terra, aqui chegou aos 13 anos, fundando a primeira das grandes indústrias de Limeira. Sua vida foi marcada por corajosas iniciativas e nobres atos. Nasceu Agostinho Prada em 2 de abril de 1885, em Madrano, Província e Trento, na Itália, o caçula dos dez filhos de Giuseppe Prada e Ana Baitella.
Chegou ao Brasil em 1898 e foi trabalhar com seu irmão em um armazém, a Casa Prada, aos 16 anos, já era interessado da firma, assumindo a gerência dos negócios na ausência do irmão José Prada.
A firma entrou como acionista na nascente sociedade que explorava os serviços de eletricidade de Limeira, fundada pelo Dr. Camargo e os Srs. Kehl e Ignarra.
Em 1906 comprou a sua casa de moradia, pertencente ao médico Antonio Cândido de Camargo, que tinha se transferido para São Paulo. Esta residencia é o prédio da ex-prefeitura na Rua Barão de Cascalho. Já tinha o seu automóvel um dos primeiros que houve no Brasil.
Montou na garagem anexa a essa casa, uma fábrica de gelo, com máquina importada da Alemanha.
Comprou para a firma um terreno perto da estação e lá instalou uma máquina de beneficiar arroz, também alemã. Formou a firma Cruz, Prada & Cia. Para exploração dos serviços telefônicos de Rio Claro. Essa empresa constituiu a rede de interurbano que ligava Campinas, Rebouças, Vila Americana, Limeira, Cordeiro, Rio Claro, Corumbatay e São Carlos. Em 1907, com o início da fabricação de chapéus de pêlo, em dependência da sua residência, com trinta empregados foi plantada a semente daquela que viria a ser a maior fábrica do gênero.
No ano de 1908 casou-se com D.Clélia Cocito e foram os pais de Aldo, Ada, Remo e Túlio.
Tendo se tornado insuficiente o espaço onde funcionava a fábrica de chapéus, decidiu construir um pavilhão perto da sua máquina de arroz. Para isso utilizou o material do antigo mercado municipal estão existente no largo do Teatro (Praça Toledo Barros), que comprou por Dois Contos e Quinhentos. Em 1909, com dois sócios, forma no Triângulo Mineiro a Cia. Força e Luz de Araguary. Em 1910, transfere a fábrica de chapéus para o novo local e inicia-se a fabricação de chapéus de lã. Comprou um terreno de 5 alqueires que ia desde o Ribeirão Tatu até o Lazareto ( alto da Vila Camargo) e organizou a Cia. Industrial de Limeira. Nesse terreno, em sociedade com os irmãos Levy, instala-se a Fábrica de Phosphoros Radium. A Cia. Telefônica Bragantina foi por curto tempo patrimônio dos Prada.
Em 1911 Agostinho Prada muda-se para São Paulo, vendendo a sua residência de Limeira para a municipalidade, onde nesse ano se instalou o Paço Municipal.
Em 1912 a Fábrica Prada monta escritório central em São Paulo. Posteriormente é comprado um terreno no Belenzinho onde se instalou uma tecelagem de seda e seções de tinturarias e estamparias.
Em 1º de julho de 1915 a indústria passou a chamar-se José Prada, Irmãos & Cia., passando em 15 de janeiro de 1919 para Prada & Cia. Ltda. Em 1917 foi adquirida a Cia. Força e Luz de São Valentim e em 1923 a Empresa Força e Luz de Ponta Grossa. Em 1923 passa para S.A. Cia. Prada.
Agostinho Prada passou a viajar periodicamente para a Itália, onde tinha propriedades. Em 1927 é agraciado pelo governo italiano com a sua Comenda (Medalha de Ouro de Mérito Civil) por suas virtudes filantrópicas e pela ereção da Casa Maternal Ana Prada de Madrano. Em 1930 compra em Santa Rita do Passa Quatro a Fazenda São José, transformando-a numa das mais belas vivendas agrícolas do país e onde passava grande parte do seu tempo.
Em 1929 é adquirida a Cia. Força e Luz de Uberlândia e em São Paulo, na Rua Senador Queiroz, monta-se a fábrica e chapéus de palha. Logo depois transfere-se de Limeira para São Paulo a fábrica de chapéus de pêlo, que só retornou para Limeira em 1935, quando os Prada compraram a Fábrica de Chapéus Fontana.
No ano de 1933 iniciou-se a fábrica de feltro (mantas para cavalos e buchas para espingardas) e no ano seguinte montou-se em Porto Ferreira uma indústria de beneficiamento de algodão com fiação em sociedade com o Sr. Pirondi, hoje Cia. Industrial e Algodoeira Pirondi.
Em 1937 começou a construção da nova fábrica de Limeira, nos altos da cidade, que abrigaria todas as instalações da Prada em 1939, ano em que também se fundou em São Paulo a Cia. Imobiliária Prada.
1941 – A S.A. Cia. Prada passa chamar-se Cia. Prada Indústria e Comércio. Como outros sócio monta-se em Limeira a Fábrica de Óleo (Cia. Refinadora de Óleo Prada) que não deu resultados muito positivos e da qual derivou a atual Cia. Metalúrgica Prada de São Paulo. Em 1942 foi criada a Cooperativa dos Empregados, em 1944 instituída a Fundação Prada, em 1947 inaugura-se o Grupo Escolar Prada (doado à municipalidade), em 1949 montada a Creche D. Clélia Prada e em 1954 o Jardim de Infância D. Íris Della Chiesa. O Título de Cidadão Limeirense lhe foi atribuído em 1956 e em 1971 recebeu a Medalha Marechal Rondon.
Aos 89 anos faleceu, no dia 7 de fevereiro de 1975, na sua fazenda de Santa Rita. A frente do Grupo Industrial Prada deixou seus filhos Aldo, Remo e Túlio. |