Fundada na década de 1870, pelo Dr. Ezequiel de Paula Ramos e sua esposa Ana Eufrosina Jordão, a Fazenda Quilombo, foi constituída a partir de uma área desmembrada da Fazenda Morro Azul, recebida como herança, por Ana, filha de Silvério Rodrigues Jordão, proprietário da mesma.
A exploração econômica da fazenda, inicia-se, com a formação de cafezais, sendo que o conjunto composto por terreiros, lavadores, tulhas, casa da administração e casa sede, foram concluídas em 1892.
Nesta época a mão de obra era constituída, principalmente por colonos, italianos, espanhóis e alemães, estimando-se a população da fazenda , em cerca de 500 pessoas.
A parte mais alta do Morro Azul, nosso referencial mais antigo e importante, onde estão plantadas as centenárias palmeiras imperiais, constitui-se um mirante, de grande importância histórica. A fazenda está preparada para propiciar aos visitantes, caminhadas e passeios à cavalo, pelas encostas do morro, em meio às lavouras de café, laranja e mata nativa, locais privilegiados, com uma bela visão das cercanias.
Seu atual proprietário, bisneto dos fundadores, mantém a Fazenda Quilombo, uma propriedade centenária, continuando a desenvolver a lavoura de café. Na época da colheita (maio a setembro), toda a infra-estrutura, para secagem e preparo, datada do século XIX, pode ser observada, em pleno funcionamento.
O visitante poderá ainda pescar, conhecer a criação de cavalos (Quarto de Milha), e desfrutar a beleza da reserva ecológica.
Turismo:
A Fazenda Quilombo está aberta, para visitas previamente agendadas, para grupos organizados.
Os passeios serão acompanhados por guias ou por pessoas da família proprietária da fazenda.
A programação, poderá ser escolhida, conforme o interesse de cada grupo. Os passeios poderão ser acompanhados de lanche, almoço ou churrasco.
CENTRO MUNICIPAL DE MEMÓRIA HISTÓRICA II
(Acervo do Fórum Spencer Vampré):
Trata-se de um centro estabelecido na Fazenda Quilombo, resultante de uma iniciativa conjunta da Secretaria da Cultura, Turismo e Eventos, o Poder Judiciário, que reconhecendo a importância no documental do Fórum, mantém essa raridade sob guarda, constituindo-se numa inesgotável fonte de pesquisa histórica, desenvolvida pela Sociedade Pró-Memória de Limeira.