O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou quinta-feira (20/11), por intermédio de sua assessoria, que a aquisição da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil “é uma iniciativa que vai contribuir para o fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (SFN) na atual conjuntura do mercado financeiro internacional”.
Meirelles encontra-se em Frankfurt, na Alemanha, onde participa, até sexta-feira (21/11), do Congresso Europeu de Bancos, e tão logo tomou conhecimento da confirmação do negócio, que se arrasta há seis meses, telefonou a sua assessoria para transmitir sua opinião, semelhante à que deu, há duas semanas, quando foi anunciada a fusão dos bancos Itaú e Unibanco.
Em maio deste ano, o Banco do Brasil admitiu que havia iniciado negociações com o governo do estado de São Paulo para comprar a Nossa Caixa, o que provocou movimentação entre as instituições financeiras mais fortes, que defendiam a realização de leilão público do qual participassem todos os interessados, em igualdade de condições.
A iniciativa da instituições privadas não progrediu. O BB e a Nossa Caixa, entretanto, continuaram a analisar a viabilidade técnico-financeira da integração entre as duas instituições. O BB era, então, o maior banco público e a maior instituição bancária do país, com ativos de R$ 459 bilhões em setembro último.
O Banco do Brasil só perdeu essa condição no início deste mês, uma vez que a fusão Itaú-Unibanco somou ativos de R$ 575 bilhões. A perda de posição levou ao aumento das pressões pela conclusão do negócio com a Nossa Caixa. Isso só foi possível com a edição da Medida Provisória 443, que autoriza o BB e a Caixa Econômica Federal a comprarem outras instituições bancárias.
Com o fechamento da aquisição, que ainda depende de aprovação pela Assembléia Legislativa de São Paulo, os ativos do BB sobem para R$ 512,4 bilhões. Os deputados paulistas têm prazo até março do ano que vem para apreciar a operação de compra.
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