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Polícia
 

PF prende 13 pessoas no Rio Grande do Sul por fraudes na Previdência

 
19 de Novembro de 2008
 
A Polícia Federal no Rio Grande do Sul prendeu na manhã de terça-feira (18/11) 13 pessoas, sendo três servidores da Previdência Social, nas Operações Chacrinha, em Porto Alegre e região, e Sonho Encantado, no Vale do Taquari, de combate a fraudes em benefícios previdenciários. As ações foram deflagradas por uma força-tarefa formada pela PF, pelo Ministério da Previdência Social e pelo Ministério Público Federal.
De acordo com balanço parcial divulgado há pouco pela PF, também foram apreendidos, veículos, jóias, pedras que aparentam ser esmeraldas, documentos, discos rígidos de computadores contendo dados sobre as fraudes, e US$ 53,7 mil e R$ 39,84 mil. Os valores ainda não são definitivos e podem aumentar até o final do dia, segundo a Polícia Federal.
A irregularidade investigada pela força-tarefa consistia, basicamente, na inclusão de tempo de contribuição inexistente. Em alguns casos, esse período chegou a 30 anos. As investigações foram motivadas por denúncias recebidas.
As duas quadrilhas atuavam de forma independente, porém semelhante. Ambas eram lideradas por servidores da Previdência Social. Com a ação desses grupos, em tese qualquer pessoa poderia conseguir o benefício previdenciário, independentemente de ter tempo de serviço ou de ter contribuído. Além disso, foi constatado que os fraudadores atuavam aumentando o valor do benefício, para viabilizar a obtenção de empréstimos consignados em valor maior do que os limites impostos legalmente.
Na Operação Chacrinha, o servidor da Previdência que liderava a quadrilha recebia uma parcela do valor recebido, o que possibilitou que ele aumentasse consideravelmente o seu patrimônio, reformando a sua casa e de familiares, adquirindo imóveis, terrenos e veículos.
Entre os investigados, também está um coronel reformado da Brigada Militar, que teve 28 anos de tempo de serviço registrados no INSS, o que gerou uma aposentadoria mensal de R$ 3.038,99 de forma fraudulenta. O valor apurado do prejuízo é de R$ 330 mil nos cinco meses de investigação, quantia que, segundo a PF, pode chegar a R$ 7 milhões.
A outra operação apontou uma organização criminosa que atuava na Agência da Previdência Social de Encantado. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 5 milhões.
Os envolvidos nas fraudes poderão ser indiciados por estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas de informação, peculato, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
 
Fonte: Agência Brasil