Um dia após anunciar que o suspeito da morte do milionário da Mega-Sena, Altair Aparecido dos Santos, de 43 anos, seria preso nas próximas horas, a Polícia Civil de Limeira, no interior de São Paulo, anunciou que não tem suspeitos em potencial e que a solução do assassinato será mais difícil do que imaginava.
“Nós estamos investigando várias hipóteses. Não estou focado em um suspeito só. Na verdade, não tem um suspeito em potencial”, disse o delegado responsável pelo caso, João Batista Vasconcelos. Na quarta-feira (19/11), ele havia dito que a prisão do assassino era uma questão de horas.
O delegado aguarda o laudo da perícia para ajudar nas investigações. Os pais e a viúva da vítima, Maria Isabel Caro, prestaram depoimento na terça-feira (18/11). Após os depoimentos, eles foram descartados como suspeitos do crime. Os três estavam na chácara da família na hora do crime.
Segundo a polícia, o caso não avançou na quarta-feira e o depoimento do vizinho que socorreu Altair foi cancelado. Ele já foi ouvido informalmente e não será necessário ouvi-lo neste momento, explicou o delegado. O depoimento dele e de outras duas pessoas ficaram para sexta-feira (21/11) e segunda-feira (24/11).
Polêmica
O prêmio da Mega-Sena em Limeira foi marcado pela polêmica. Na época, dois homens que todas as semanas participavam do bolão feito em um bar, também teriam pleiteado o prêmio, mas acabaram ficando de fora por não terem pago a cota semanal do grupo.
Depois de muita briga na Justiça, o grupo aceitou pagar uma parcela menor do prêmio pago aos dois excluídos. |